“A sua linguagem é verdadeiramente popular, mas um popular trabalhado para ser popular, pois o autor sabe extrair da literatura oral as forças vivas de suas narrativas, todas elas comprometidas com os destinos sociais do homem brasileiro.”

            “No panorama da literatura brasileira, a obra de David Gonçalves, inteiramente voltada para a ficção, ocupa lugar especial e de relevo; é uma das mais importantes da atual ficção, estando no mesmo nível de autores consagrados.”

Gilberto Mendonça Teles

Poeta, Ensaísta, Prof. Titular de Literatura

Brasileira – PUC – Rio

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            “... uma obra densa e profundamente enraizada na vivência simples e sofrida de pequenos agricultores e trabalhadores volantes, extraindo dela atributos universais do homem: a angústia, o desejo de poder, a revolta ante o absurdo da existência, a perplexidade ante a morte.”

Miguel Sanches Neto

Ensaísta, Escritor, in “Nicolau”, vol. 33

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            “O sol dos trópicos é romance duro, trágico, intransigente mas vigoroso, não faz concessões fáceis, não incorre em arranjos de felizes coincidências, não cria nem estimula situações de otimismo sem consistência; mas aperta o cerco por todos os lados, desilude, deprime, frustra, massacra a condição humana, mas impressiona com seu realismo, sua imparcialidade em visualizar todos os lados das questões.”

 

Lauro Junkes

Ensaísta, Professor de Literatura e

Presidente da Academia Catarinense de Letras

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            “Ele é vanguarda, assume formas novas, modifica os comportamentos e exige transmigração de valores: para entendê-lo é preciso, antes de tudo, pôr-se dentro do Brasil, entender e pensar as mutações estruturais da sociedade.”

 

Vicente Ataíde

Ensaísta, professor de Literatura e Editor,

In “Atualizações das formas simples”

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            “Sua obra, refugiada em uma aparência simples e despretensiosa, à medida que a fruímos, vai-nos revelando uma narrativa profunda, consistente, carregada de denúncias e de procedências; descortina-se, pois a obra densa que se mostra denunciadora.”

 

Denise Demétrio Kowalski,

Professora de Literatura, Curitiba-Pr,

Autora de tese sobre o autor.

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“Posso dizer que este conto –“Apocalipse segundo Quadrínculo” – é a flor que brotou no chapadão árido do autor. Muito feliz na construção, na linguagem e, sobretudo na fixação do evento que leva a um final que se começa a adivinhar nos últimos parágrafos, uma vez que a situação daquela massa de personagens, os boias-frias, só pode conduzir a um funesto desfecho.”

 

Glauco Rodrigues Corrêa,

Professor de Literatura e Escritor, in

Jornal de Santa Catarina.

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“O realismo dos contos de David Gonçalves, muitas vezes, choca o leitor; mas se vivemos em uma sociedade em que o absurdo se transforma em ato corriqueiro e cotidiano, só a verdade crua e nua pode tocar as pessoas e fazê-las pensarem o mundo e a si mesmas no tempo e no espaço da história.”

 

José Fernandes,

Doutor em Letras, Escritor e Ensaísta,

Goiânia-Go.

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“Igualmente história de emoção e de violência, porém de recorte mais popular, vale dizer, realçando mais o entrecho, o andamento da narrativa em si. Centrado na vida e nos costumes dos caminhoneiros, desenvolve-se com bastante ação e muita habilidade de narrar, qualidades que já percebera em livro anterior, Acima do chão, (Rumo Editora, São Paulo, 1992). Neste O rei da estrada, Gonçalves volta a exercitar sua habilidade narrativa, condição básica para quem deseja escrever um romance. Muito bom.”

Fernado Py,

Ensaísta e escritor, in Tribuna de Petrópolis—Rio.

 

“E entre a denúncia do mundo que o transformou nas flores que o chapadão não deu e a exaltação do direito de peso da sua culpa/cor, atravessa o rio da memória cujas águas, ora mansas, ora tumultuosas, o levam ao chapadão sem flores como a sua alma, para começar uma nova história.” 

Maria Gabriela Costa – Alagoas

Ensaísta e Professora de Literatura,

Autora de tese de mestrado sobre o autor.

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“O que me interessou sobremaneira em Varandão de luar (primeiro livro de contos do autor, editado em mimeógrafo, ainda quando estudante universitário) de David Gonçalves foi um discurso narrativo em que, tanto ao nível formal como no nível temático, os elementos de teor realístico-regionalista se fundam inextricavelmente com elementos míticos-fantásticos. Fielmente receptiva embora à verossimilhança e ao pitoresco dos tipos humanos, do linguajar e dos costumes da comunidade rural norte-paranaense, a voz do narrador não se afaga nunca numa função meramente anovadora, quer no plano descritivo, quer no plano narrativo, daquele microcosmo telúrico e social: pelo contrário, a sua indissimulada presença lírica constitui um dos grandes sortilégios destes textos.” 

Vitor Manuel de Aguiar e Silva – Coimbra,

Ensaísta, Professor de Literatura.

 

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Comentário de alunos do 9º ano do colégio “CAIC - Professsor Desembargador
Francisco José Rodrigues de Oliveira”, Joinville – SC.

Professora Odenilde Nogueira Martins.

“O CAMPEÃO” – DAVID GONÇALVES – COMENTÁRIOS
 

 

"Achei o livro bacana porque é muito fácil de entender.”

Aluna: Ana Cleia Brochi

“David deu a volta em tudo: bateu em Garibaldi, beijou Lia, viu mulheres nuas, lavou defunto, matou um porco, não conseguiram fazê-lo matar pássaros, viu a reforma agrária acontecendo e..."

 Aluna: Jéssica Fabris

"O narrador-personagem fez a maior de todas as descobertas: que só a paz e o amor justificam a vida do homem; aprendeu que é preciso viver em paz e amar a vida, não só a vida humana, mas a de todas as criaturas.”

Aluno: Bruno Bach

 "Esse livro é incrível! Tem tudo a ver com o tipo de livro que eu gosto. Essa história é uma mistura de romance de amor, comédia e terror.... E o meu pai, parece o pai do David dizendo: - Vagabundo aqui não se cria.”

Aluna: Tainá de Souza
 

“Eu achei este livro muito show porque a história do David, além de ser muito parecida com a de meus pais, também me ensinou a amar os animais. Quem ler o “O campeão” nunca mais esquece. “

Aluna: Keila da Silva

 "Eu achei o livro ótimo, pois fala de muitas coisas, mostrando a nossa própria história.“

Aluno: Adailson Gomes

“Dos livros que eu já li, foi um dos que mais gostei e me identifiquei"

Aluno: Matheus Fernando Lima Roecker

“... também aborda a ecologia e o respeito à vida. O narrador-personagem não aceita a ideia de matar pássaros, prática comum no campo...”

Aluno: Nelson Sebold da Silva

“... Na minha opinião, o livro tem, em algumas passagens, uma linguagem obscena que...”

Aluno: Marcondes Leão

“O livro faz com que o leitor interaja com a personagem David de uma maneira descontraída porque os fatos contados são vividos pela maioria dos adolescentes, que sempre estão inventando coisas e querendo descobrir outras. “

Aluna: Deisiane Carol Machado

“O Campeão” mostra que ser “homem” de verdade significa encarar dificuldades, superar obstáculos, vencer preconceitos. É isso que torna alguém um “campeão da vida”.

Aluna: Kamilla Juliana de Souza Borgmam


“... o narrador não tinha coragem de matar passarinho, eu também não tenho ... a greve dos boias-frias que só queriam um salário digno e um pedaço de terra... o mesmo está acontecendo com os servidores públicos, em Joinville ... Assim como o algodão apodrecia porque ... alunos e a população não têm...”

Aluno: Jéssica Carvalho

“ ... a nossa professora não devia ter passado corretivo nas passagens em que o narrador...”

Aluno: Jaison Trocade

“ ... a professora passou corretivo nas passagens mais fortes para evitar confusão e eu achei que ela fez bem, pois ...”

Aluna: Luana da Silva

“Eu sou como o David, também nunca matei um pássaro. Eu gostei muito da história porque me identifiquei com o narrador em algumas situações. Eu não gostei da professora ter passado corretivo em algumas frases."

Aluno: Everton Eduardo dos Santos

“Aquele ano foi muito marcante para os moradores de Quadrínculo, pois os boias-frias começaram a reforma agrária... quem já não ouviu falar sobre esse assunto?... A minha professora passou corretivo em algumas partes do livro e eu tive que ler através do reflexo da luz...”

Aluno: Edenilso Sadi Batista

“Gostei muito desse livro de David Gonçalves porque ele usa palavras comuns, populares e eu entendi o que li. É um romance simples e agradável.”

Aluna: Alessandra Pacheco

“Eu acho errado matar pássaros... Gostei do livro porque tem uma linguagem que nós usamos no dia a dia e fica fácil de entender. Só não entendi porque o narrador falou de um irmão somente: o Mauro, e não dos nove...”

Aluno: Gabriel Baggio

"Até hoje David não tem coragem de matar pássaros ... Eu gostei muito que ele não mudou, continuou a dizer “não” a qualquer tipo de violência.”

Aluna: Rafaela Estevão

“... um menino que apanhou e não pôde reagir porque era “fracote”, que lavou defunto, viu mulheres nuas banhando-se, entrou em circo sem pagar, leu gibi escondido, matou um porco, viu revistas “proibidas”, amou e não foi amado, assistiu à reforma agrária ser iniciada, viu a morte ... muitos desses acontecimentos são normais na vida de muitos adolescentes ainda hoje, é só ligar a televisão... “

Aluna: Fabiola Cardoso